04 fevereiro 2010

Manaus antiga

Minha amiga Giulliane Di Rose recebeu por email fotos antigas da cidade de Manaus e as reencaminhou a mim. Sorte nossa. Só a lamentar que não há qualquer identificação da procedência (fonte, autor, data, etc). Mas dá para ver pelas diferenças com a realidade atual de cada localidade que são muito antigas, verdadeiras relíquias. Pesquisa na internet revelou que há muitas outras que provavelmente foram retiradas da mesma fonte. Vou me restringir às que recebi no email, mas oferecendo alguns dados. Bom proveito.


Relógio Municipal, localizado no início da avenida Eduardo Ribeiro. Importado da Suíça e instalado no ano de 1927 em comemoração ao centenário da elevação de Manaus à categoria de cidade.

Praça Osvaldo Cruz, tendo ao fundo a Igreja Matriz, por isso conhecida também por Praça da Matriz.
Ponte metálica Eduardo Ribeiro, na avenida Sete de Setembro, recentemente restaurada e reinaugurada.
Praça Osvaldo Cruz alagada (como se vê, o problema é antigo).

Casas comerciais em frente à mesma praça invadidas pelas águas.
A matriz, a praça, o prédio da Alfândega e o relógio à direita, tudo próximo ao Porto, que não aparece na foto.
A frente do Teatro Amazonas vista de lado. O Teatro é o maior símbolo da cidade e passou por diversas reformas ao longo dos anos, inclusive mudando de cor diversas vezes (há controvérsia de qual seria a cor original). Durante a Segunda Guerra Mundial chegou a virar um simples depósito.
Avenida Eduardo Ribeiro, a principal da cidade, localizada no Centro, atrás do Teatro. O maranhense Eduardo Gonçalves Ribeiro foi o segundo governador do período republicano. Notabilizou-se por ser o governador que impulsionou as obras do Teatro Amazonas, iniciadas antes de suas gestões (com início em 1890 e término em 1896), mas morosas até então. A avenida recebeu seu nome por também ter sido obra sua.

Avenida Eduardo Ribeiro. Note-se ao fundo, além dos carros antigos, os bondes, tendo sido Manaus uma das primeiras cidades do Brasil a possuí-los. Clique e conheça melhor a história dos bondes em Manaus, contada por Carlos Pimentel Mendes.
Avenida Eduardo Ribeiro. O prédio da Alfândega aparece ao fundo e, atrás dele, o Roadway, o famoso cais flutuante que acompanha o nível das águas, construído por ingleses.

Avenida Eduardo Ribeiro sem os comércios e a multidão atuais. Em 1822, data da independência do Brasil, Manaus tinha meros 14 mil habitantes. Nos primeiros anos do século 20 ainda não alcançava 100 mil, mesmo com o boom da borracha que atraiu milhares de imigrante à cidade.
Novamente a avenida Eduardo Ribeiro, em outro trecho. Levando em conta que aparecem um Jeep e um Fusca na foto, não pode ser anterior à década de 30, pois ambos os carros surgiram nessa época.

Visão geral da mesma avenida, o teatro à direita. Compare-se com um registro da Avenida Paulista em 1905, logo abaixo.
Avenida Paulista, 1905.

Sede do Atlético Rio Negro Clube, meu time do coração em Manaus. Fundado em 1913 por um grupo de adolescentes, é segundo em número de títulos estaduais no Amazonas, perdendo apenas para o arquirrival Nacional. Gilmar Silva Oliveira, ou Popoca, como era conhecido em Manaus, foi seu jogador mais conhecido, embora tenha saído muito cedo para integrar as categorias de base do Flamengo. Popoca fez tanto sucesso, inclusive na seleção brasileira sub-20, que chegou a ser apontado como sucessor de Zico. Infelizmente, o temperamento do jogador e suas queixas contra dirigentes prejudicaram sua carreira, que foi muito aquém do que poderia ter sido. Veja matéria a respeito.


Antiga agência central dos Correios em Manaus. Assim como muitos outros órgãos públicos na cidade, suas instalações pertenceram a um importante comerciante de Manaus, no caso Joaquim Gonçalves (J. G.) Araújo.

2 comentários:

gill disse...

Amei essa postagem, pq será? rsrsss
Meu nome destacado lá em cima ficou lindo...rs..o q a amizade não faz não é mesmo! Bjs Moisés querido.

Imóveis à venda disse...

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